
És, pensas tu, um mistério para os outros. Tens, pensas tu, um segredo que mais ninguém tem. És de facto aquilo que a ti própria chamas, a secret woman. Mas eu conheço o teu segredo, adivinhei-to mas não te digo o que adivinhei. Quero que saibas que o teu segredo é agora também meu e de mim não sai nem para ti. É bom que tenhamos segredos, bem guardados no sacrário da nossa mente, para ser mais racional; ou, para ser mais romântico, no nosso coração; ou, para ser mais vital, no nosso corpo. O teu, de tão entranhado e resguardado, é natural esteja em todos esses territórios. Claro que todos temos segredos, vários segredos, mas O Segredo, ESSE!, aquele que não pode ser desvendado ou partilhado só esse merece tal nome. Se fiquei feliz por descobrir o teu segredo? Essa resposta fica agora meu segredo e desafio-te a adivinhá-la. Eu sei que te é indiferente e esse é o cerne do teu segredo. Quero que me desculpes por saber do teu segredo, não por ele, mas por devassar a tua intimidade, um direito que não me assiste, eu sei, mas aconteceu e aqui estou para me penitenciar e te pedir desculpa. Penso que seria desonesto calá-lo e que é de amigo, se asim me consideras, contar-te que sei mas não o que sei pois isso ambos sabemos.
Não fiquei feliz nem infeliz por conhecer o teu segredo, fiquei tranquilo. Há séculos que não me sentia assim: tão em paz comigo, com a minha natureza e contigo, anjinho safado.
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